Padre preso por estupro em Praia Grande já foi condenado pelo mesmo crime em Franca A coroinha de 19 anos que acusa o padre Jucelino de Oliveira, de 58, de estupro de vulnerável em Praia Grande, no litoral de São Paulo, fazia parte de um programa da igreja voltado a pessoas com dependência em álcool. A informação foi dada pela delegada Lyvia Cristina Bonella, titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da cidade, à TV Tribuna, afiliada da Globo.
Segundo a delegada, a prisão temporária de Jucelino tem validade de 30 dias e pode ser prorrogada ou convertida em preventiva, conforme o andamento das investigações. Lyvia disse que a vítima prestou depoimento e também encaminhou áudios referentes ao caso. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp.
Segundo Lyvia, a jovem e o namorado dela, que também era coroinha, tinham uma relação próxima com o padre. "A igreja tinha um programa para pessoas com dependência em álcool. Ele tinha acesso a essas pessoas, [que] eram coroinhas, e tinha uma relação de amizade.
Por muitos fatores, pelo relato da moça, pela condição de vulnerabilidade dela, por ser alcoólatra, pelos áudios, nós amealhamos [juntamos] elementos e pedimos a prisão temporária”, afirmou a delegada. De acordo com Lyvia, a investigação ocorre em segredo e ainda está no início. Outras pessoas devem ser ouvidas pela Polícia Civil.
O padre Jucelino de Oliveira foi preso pela DDM de Praia Grande Redes sociais e Reprodução Condenação anterior O padre Jucelino já foi condenado pela Justiça de Franca (SP) por crimes sexuais contra uma criança. Em julho de 2009, ele recebeu uma pena de 12 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado, por estupro e atentado violento ao pudor contra uma menina de 10 anos.
Segundo o Ministério Público de Franca, o crime aconteceu em janeiro de 2006 e só foi denunciado à polícia em outubro daquele ano, após a menina contar o ocorrido a uma prima. O padre era parente da família e frequentava a casa da criança. Jucelino chegou a ficar preso preventivamente por cerca de seis meses em 2007, mas foi solto após um habeas corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e respondeu ao restante do processo em liberdade.
Segundo a delegada Lyvia Cristina Bonella, porém, a condenação anterior não deve ser relacionada diretamente à investigação atual. "A gente não pode relacionar uma investigação com a outra. Aquilo que aconteceu é sobre um fato passado.
Nós estamos investigando um outro fato", afirmou. Padre afastado A Diocese de Santos afastou temporariamente o padre Jucelino de suas funções. O documento que determinou a medida estabeleceu restrições ao exercício do ministério sacerdotal enquanto a investigação da polícia sobre o caso em Praia Grande (SP) estiver em andamento.
Segundo o documento, Jucelino foi afastado do exercício do ofício de Quase Pároco da Quase Paróquia São João XXIII. Durante o período, ele não poderá exercer as funções, direitos e atribuições relacionados ao cargo. O documento ainda proíbe Jucelino de exercer publicamente o ministério sacerdotal na Diocese de Santos.
Ele não poderá celebrar missas, presidir atos de culto, administrar sacramentos, exercer funções pastorais ou assumir encargos pastorais sem autorização prévia do bispo diocesano. Segundo o decreto, as medidas têm caráter temporário, administrativo e preventivo e foram adotadas para garantir o andamento da investigação e o bem da comunidade eclesial.
A Diocese ressaltou no documento que o afastamento não constitui uma pena canônica, não equivale à suspensão e não representa um julgamento antecipado sobre a culpabilidade do padre. Acusação de estupro em Praia Grande O padre Jucelino de Oliveira atua em Praia Grande Polícia Civil e Redes sociais O padre Jucelino foi acusado de estuprar uma jovem de 19 anos após oferecer bebidas alcoólicas à vítima e ao namorado dela, de 18, na casa dele em Praia Grande. O casal era coroinha.
Segundo o boletim de ocorrência registrado pelo casal, eles frequentavam uma igreja onde o padre atuava havia aproximadamente três meses. De acordo com o relato, os jovens passaram a acompanhá-lo em missas realizadas em outras igrejas e também eram convidados para ir à casa dele. Ainda conforme o registro, a mulher afirmou que Jucelino costumava oferecer bebidas alcoólicas e insistia para que eles consumissem álcool, mesmo depois de ela dizer que tinha problemas com a bebida.
Segundo o depoimento da jovem, em uma ocasião na casa do padre, ele deu um abraço no casal e, durante o gesto, encostou a genitália na perna dela. Em seguida, quando o namorado estava com a cabeça abaixada e aparentava estar sonolento após consumir bebida alcoólica, o homem se aproximou novamente e colocou as mãos por dentro da blusa e do sutiã dela. De acordo com o relato, após o episódio, o padre pediu que os dois fossem para um quarto descansar.
Mais tarde, ele chamou a jovem para voltar a beber com ele, mas ela recusou. A mulher alegou também que, em outras ocasiões, o religioso ofereceu presentes e ajuda financeira, como pagar a carteira de motorista dela e comprar materiais para que ela pudesse abrir um salão de beleza. Ela afirmou ainda que o padre chegou a sugerir que o casal morasse na casa dele.
Defesa do padre Veja o posicionamento da defesa do padre na íntegra: "A defesa técnica do Padre Jucelino de Oliveira informa que a prisão cumprida na noite de sexta-feira possui natureza temporária e exclusivamente cautelar, no âmbito de investigação que tramita sob sigilo. A medida não representa condenação nem autoriza qualquer conclusão antecipada sobre a responsabilidade do investigado.
Até o momento, a defesa não teve acesso integral à representação policial, ao parecer do Ministério Público e aos fundamentos completos da decisão. Na audiência de custódia, foi requerida a revogação da prisão e sua substituição pelas medidas cautelares já determinadas, prosseguindo a defesa na adoção das providências judiciais cabíveis. O Padre Jucelino cumpriu a ordem judicial sem resistência e permanecerá à disposição das autoridades.
A defesa manifesta absoluto respeito a todas as pessoas envolvidas, sem distinção, e confia que os fatos serão apurados com rigor, serenidade e observância das garantias legais. Solicita-se, portanto, responsabilidade na divulgação das informações, preservando-se a dignidade dos envolvidos, a presunção de inocência e evitando-se qualquer forma de prejulgamento público." VÍDEOS: Tudo sobre Santos e Região